Ora, esta não é uma cidade muito grande, e a universidade fica a 5 minutos de casa (a pé!). Como tal, é quase inevitável passar lá perto. Além disso, as redondezas estão cheias de repúblicas, que acolhem estudantes dos mais diversos locais do Brasil. Alguns (ou muitos) deles, eu conheço bem, pois também já lá estudo há dois anos. Então, no nosso passeio, cruzei-me com uns quantos. Passeavam com os amigos, entravam numa festa de república, ou sentavam-se uns com os outros a tomar umas cervejas. E eu? Eu passeava com a minha filha de 3 meses e meio! Com apenas 21 anos, que é a idade de muitos dos estudantes que referi, formei uma família e dou-lhe total prioridade. Pelo contrário, eles ainda curtem a "vida académica" frequentando festas, bares, namorando aqui e ali, provavelmente ainda sem grandes perspetivas de casamento e filhos. Por agora, apenas aproveitam a vida de jovem adulto universitário.
Isto fez-me pensar - será que fiz tudo cedo demais? Não deveria, também eu, ter aproveitado mais a minha "liberdade" enquanto a tinha? Por outro lado, eu nunca fui muito adepta de festas e grandes encontros sociais. Sempre preferi um fim-de-semana bem passado em família, do que um sábado à noite na balada (mesmo quando podia escolher). Não gosto muito de bebidas alcoólicas e, confesso, grandes aglomerados de pessoas deixam-me ansiosa. Amo a minha família e não os trocaria por nada. O meu único propósito na universidade é o de me formar e me tornar uma profissional da Computação - se estivesse solteira, arrisco-me a dizer, provavelmente inventaria uma desculpa para não ir ás festas.
Foi cedo demais? Talvez para alguns, mas cada um tem o seu tempo, a sua ordem de fazer as coisas. No fim, o que importa mesmo é sentir-se feliz e realizada.










